20 de fev de 2009

VAMos de BICICLETA, para variar um pouco

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Com uma pizza de banana com Nutella na mão:
- “Meu, tô gorda!” – depois vai dormir.

Dentro do carro, no trânsito:
- “Eu ODEIO este trânsito” - você se odeia.

Com consórcio de um baita carro para pagar (sem o carro ainda):
- “Até queria viajar, mas tenho contas de consumo que são necessárias” – Cabeça!

Dentro do busão lotado:
- “Bota o prefeito aqui dentro deste ônibus, todo dia, para ele ver se o transporte público melhorou mesmo!” – Este tá bem certo, mas poderia descer e dar uma boa caminhada se tivesse tempo.

Na moto:
“Vrum! Vrummmm! Vrummm! (100km/h na marginal Tietê, na costura) PÁÁÁ! (Já Elvis.)”

Bom, hoje eu quero falar da bicicleta em grandes cidades do Brasil! Vamos falar da querida SÃO PAULO, terrinha onde nasci com meu sangue luso, hispano, líbano, nati MARANHENSE!

Cidade grande, moderna, bombando de trânsito, maior que Paris, Berlim, Amsterdam, Copenhague, Oslo, Estocolmo, citando algumas cidades desenvolvidas como esta e que fazem forte uso deste veículo pelo exercício que oferece, economia, lazer, facilidade de locomoção e sem danos ao meio ambiente (a não ser que batam em uma arvorezinha e arrebentem a pobre). E tem algo mais legal ainda: o poder público destes locais apóia o ciclista. Oferece aluguel de bicicletas, bicicletas grátis para transporte, centenas de quilômetros de ciclovias, estacionamentos, facilidade para compra de bicicleta, preferência no trânsito...

Tava vendo uma reportagem na TV falando sobre este transporte e mostrando que no Brasil ele se confunde com lazer. Quem pode mudar esta visão somos nós que sofremos com seja qual for o tipo de transporte que utilizamos. É pegar a nossa bicicleta e experimentar fazer alguns percursos do cotidiano, como ir ao trabalho, mercadinho, balada. “Mas vou chegar suado ao trabalho!” – Se não tiver vestiário solicitem que seja feito um.... Claro que estou falando para gente que tem possibilidade, quer e sente que seria legal tentar fazer isto. Quem trabalha a uma hora de carro poderia fazer o teste também! Qual o problema? Às vezes chegaria até no mesmo tempo. É testar, gente. Trabalha no alto do morro, região de serra, na Dutra, entra às 5 da manhã? Você é quem tem que ver se é viável. Experimente!

A população é quem dita as regras, a moda. Deixe de esperar reportagem em revista ou artista fazer propaganda de algo para você enxergar que vale a pena. Use a cabeça! Exija de seu governo. Busque você mesmo soluções! Somos, todos, parte de um grande condomínio e temos que fazer-nos ouvir. É aquela coisa bem deselegante de dizer “pagamos impostos e queremos tais e tais coisas”. Ciclovias, passarelas, aluguel de bicicletas, leis de trânsito mais seguras para a circulação, maior incentivo para a aquisição, dia da semana para se usar bicicleta, regiões onde se pode andar bem de bicicleta na cidade, caminhos alternativos para quem quer ir de bicicleta, estacionamento gratuito.

A idéia pode vir de qualquer um. Comece a analisar seu percurso e ver quantas pessoas podem aproveitar da mesma forma que você. Depois é só mandar e-mails para os órgãos públicos competentes. Envie mensagem para tudo quanto é canto. É começar a fazer e divulgar:


DIA BRASILEIRO

DA BICICLETA

TODAS AS SEXTAS-FEIRAS – que é um dos dias infernais – SE DER, VÁ DE BICICLETA!
CHAME O VIZINHO, O POVO QUE FARÁ O MESMO CAMINHO!
SOCIABILIZE! VAMOS JUNTOS!
CICLISTA MELHORANDO O HUMOR, A SAÚDE, O CLIMA
E ESTE MUNDO
QUE AINDA É MARAVILHOSO.


*antes de praticar qualquer esporte, consulte um médico. Hihi

Foto: Eber e eu com bicileta alugada na Grécia, Ilha de Santorini

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