13 de fev de 2009

PARTE 16 - PREPARATIVOS PARA O MOCHILÃO FRANÇA - SAÚDE

Caminhadas freqüentes exercitarão você antes de sua mochilada. Isso é muito importante porque você caminhará muito, mas muito mesmo. Evite ao máximo pegar um transporte público. Seja ele o bondinho em San Francisco. Aprecie-o passando, ajude a girá-lo no ponto final (os passageiros podem ajudar a girar o carro em seu próprio eixo para seguir o caminho de volta), mas guarde seu dinheiro para comer algo no Fisherman’s Wharf. Andar de bondinho é mais para turista. Você é mochileiro. Seu espírito é o de se aprofundar e experimentar da melhor forma o lugar. Se você foi com grana a mais e está doido pra fazer uma coisa de turista faça, oras. É que estou falando de viagem bem econômica mesmo, então você tem que saber como vai gastar suas economias. E esta é uma forma de desperdiçar SE VOCÊ É MOCHILEIRO COM GRANA CONTADA, digamos. Seguramente o melhor é fazer de tudo sem limitar suas vontades. Isto é apenas um exemplo. Já estive em San Francisco três vezes. Nunca andei de bondinho, mas conheço o percurso de todos e andei por mais muitas ruas daquela cidade especial. Ainda tive a fortuna de assistir a uma competição de ritmos tocados no sino do bondinho, onde todos os condutores devem fazer sua músicas para votação por juízes e pela população que vibra a cada badalada.




Legget - California


Caminhar faz bem para o corpo, para a mente, tira a fome depois de um tempo, produz endorfina que nos proporciona algo chamado PRAZER e nos faz mais felizes. É química, gente! Então vamos fazer nosso corpo trabalhar para alegrar nossa vida.

A aproximação de outras pessoas no caminhar, fazer parte da vida das ruas, fazer TRILHAS, traz-nos mais perto do DIVINO. Estou citando esta palavra apenas especificando a sensação de êxtase que muitos só perceberão no final de sua jornada como algo que chamarão de “Este foi um bom dia”.

Percebam que aquele dia em que você está mais cansado (fora entediado), teve que ir ao banco, ao mercado, trabalhar, foi o dia em que você chegou em casa falando mais, ou chegou no outro dia no serviço contando mais coisa. É que você foi FORÇADO a interagir com o mundo. O misantropo enlouqueceria. Ou se curaria se tivesse a obrigatoriedade de fazer isto por um mês! Imagine então tendo que fazer isso em um lugar onde não falam sua língua? Vixe! E dá, gente. Dá sim. E é emocionante você se locomover pelo mundo de línguas e diferentes comportamentos que temos no mundo. É como estar a deriva no mar com água batendo no joelho e achar que vamos nos afogar. Isto não tem como acontecer, excetuando uma cãibra que nos derrube de cara na água e dificulte levantar pra puxar ar. São minhas experiências. Arrisquem ter experiências. Viver intensamente. Tocar o mundo através das ruas, das estradas de terra, das matas fechadas. Cheirar o bom e o ruim para poder opinar com ciência. Para ser mais forte. Para ter mais para oferecer.

E agradeça sempre por você poder fazer tudo o que você escolhe fazer. Há muita gente sem escolha e que faz muito mais que você. Pense nisso. Agradeça ao universo por ter lhe feito como você é. E aproveite e faça o máximo com o que você tem, tanto por você como pelos outros. Isso é o que vale.

Amanhã estou aqui? Quem dirá? Faça tudo que for possível ser feito logo, imediatamente. O mais tarde pode ser tarde demais.

Caminhe na sua vida. Veja como está próximo o que você tem adiante e o quanto você já fez e está lá atrás para apreciar também.

Boa caminhada!

V for Verônica

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